sexta-feira, 2 de maio de 2008

O Quarteto-Fantástico composto pelos “não-favoritos”

Diga, meu caro leitor, o que os jogadores Diogo Rincon (do Corinthians), Romerito (do Sport Recife), Pogrebnyak (do Zenit, equipe Russa) e Marcinho (do Flamengo) tem em comum ? Bem, aparentemente, eles não têm qualquer semelhança. Contudo, na rodada futebolística desse meio de semana, esses quatro atletas tiveram algo em comum. Ajudaram suas respectivas equipes, marcando dois gols cada, a golearem seus adversários por quatro gols, contrariando as expectativas, e mostrando que partidas de futebol são decididas dentro de campo O suposto “favoritismo”, dado por certos comentaristas de futebol e boleiros entendidos de plantão para determinados clubes, de nada serve quando o juiz apita, e a bola começa a rolar no gramado.


Vamos começar pelo campeonato nacional. Para ser mais específico, a Copa do Brasil. O Corinthians, após perder a primeira partida por 3 X 1 para o Goiás, em Goiânia, estava desacreditado. Até alguns corintianos achavam difícil que o timão conseguisse se classificar, e vencer por dois gols (no mínimo) a equipe do Goiás, no Morumbi. VUPT! A imprevisibilidade ataca pela primeira vez. A equipe alvinegra não só consegue se classificar, como goleia o time goiano por 4 X 0, e faz quatro gols em menos de 30 minutos do primeiro tempo (dois gols foram de Diogo Rincon). Talvez nem o mais otimista dos corintianos pudesse prever tamanho resultado.


Já o arqui-rival do timão ao invés de surpreender, foi surpreendido, também pela Copa do Brasil. O Palmeiras precisava de uma vitória simples, ou um empate com gols contra o Sport Recife, para ir à próxima fase da competição. Com elenco de qualidade superior, muitos acreditavam que o Verdão conseguisse superar seu adversário no Recife, principalmente após a equipe ter se poupado diante da Ponte Preta, e do sol forte em Campinas. VUPT! A imprevisibilidade acerta mais um golpe certeiro. O Sport domina o jogo, se aproveita da fragilidade defensiva palmeirense nas bolas aéreas, e constrói todo o resultado no primeiro tempo. Com uma bela participação de Romerito, marcando três gols em jogadas aéreas, o Sport derruba o favorito Palmeiras, e o sorriso de Valdívia, que é uma mistura de deboche e alegria, some. A equipe do Recife vence por 4 X 1, com três gols de Romerito. Sim, o mesmo Romerito que já jogou pelo arqui-rival do Palmeiras, o Corinthians.


Em relação aos campeonatos internacionais, a imprevisibilidade também não deu folga. Pela Copa da Uefa, a desconhecida equipe Russa, Zenit, goleou na semifinal o favorito Bayern Munich, também por 4 X 0. A equipe alemã havia empatado em casa a primeira partida por 1 x 1, mas na Rússia, o Bayern não viu a cor da bola. O time que tem em seu elenco jogadores como Oliver Khan, Lúcio, Breno, Zé Roberto e Podolski, levou um chocolate dos russos, e viu o artilheiro da Copa da Uefa, Pogrebnyak jogar muito, atacar com eficiência, e marcar dois gols, na vitória por 4 X 0 da equipe russa. VUPT! A imprevisibilidade é incansável, e faz mais uma vítima. Dessa vez, o Bayern Munich foi surpreendido.


Para completar seu quadrado mágico, a imprevisibilidade também trabalha na Libertadores da América. VUPT! A imprevisibilidade desfere seu golpe final. O Flamengo, mesmo na Cidade do México, não toma conhecimento do América do México, parece nem sentir a altitude, e goleia por 4 X 2 seu adversário. Marcinho marcou dois gols, e ajudou a agravar a crise da equipe Mexicana, que após a derrota, perdeu o técnico argentino Ruben Romano. Agora, o América do México sonha com outro argentino : Carlos Bianchi.

Resta saber se nesse final de semana a imprevisibilidade voltará a agir. E se isso acontecer, os ponte-pretanos agradecerão, mas os palmeirenses, chorarão. Nas palavras de Wanderley Luxemburgo, para o Palmeiras ser campeão paulista, basta não levar quatro gols. Foi o que o comandante palmeirense apontou ironicamente, quando questionado sobre o que precisaria mudar para o palmeiras não ser derrotado pela equipe da macaca, assim como foi contra o Sport. Mas na verdade, essa não foi uma resposta irônica, e sim, cabível. Afinal, dizer que basta não levar quatro gols, em uma rodada que quatro equipes “não-favoritas” venceram por quatro gols seus adversários, uma resposta que tenha a palavra “quatro” é pertinente.

Um comentário:

Tiago Pereira disse...

Foram jogos surpreendentes que revelam a magia e imprevisibilidade do futebol.
Só neste esporte acontecem coisas deste tipo.
Quatro zebras num só dia e com placares inimagináveis.
É por isso que eu amo futebol!!!