segunda-feira, 5 de maio de 2008

Obina e Tardelli entram e garantem conquista do bi ao Flamengo

Com um maracanã lotado, e ao som de belos e ressoantes coros, a equipe flamenguista se sagrou campeã carioca na tarde do último domingo.
Uma decisão repleta de rivalidades, algo que ficou visível durante a partida. Desde o ponta-pé inicial, o jogo já caminhava para uma partida dura e bem disputada.
O botafogo saiu na frente com um gol de bola parada do seu grande jogador Lúcio Flavio, contando com a ajuda do goleiro Bruno do Flamengo que falhou num lance considerado bobo. No segundo tempo, Joel Santana em seu jogo de despedida, coloca dois atacantes na equipe. Diego Tardelli e Obina substituem Ibson e Cristian. Ironia do destino ou não, os gols da equipe rubro-negra foram marcados pelas peças que estavam no banco de reservas. Após cobrança de falta, Obina desvia levemente e guarda o primeiro do mengão. Com uma conduta totalmente inversa do primeiro tempo, o Flamengo teve uma postura ofensiva na etapa final, o que tornou mais fácil a marcação dos outros dois gols. Numa bela jogada pela esquerda, Juan cruza rasteiro e Tardelli bate com firmeza no contrapé do jovem goleiro Renan. Com a virada do placar a equipe já estava praticamente com as duas mãos na taça. Mas como se não bastassem as duas surpresas de Joel marcarem os gols da vitória, Diego Tardelli em tarde inspirada, arranca em disparada para cima do zagueiro botafoguense e passa a bola limpamente para Obina que não desperdiça e corre para a torcida que faz a festa.
Com contrato assinado junto à seleção da África do Sul, Joel Santana acertou nas alterações ousadas e mostrou que o “dedo” do técnico foi essencial para a consagração do campeão estadual.
Esse foi o trigésimo Campeonato Carioca conquistado pela massa rubro-negra.

domingo, 4 de maio de 2008

A Ponte caiu

De nada adiantou o retorno do zagueiro e capitão César, do lateral Eduardo Arroz e dos meias Renato e Elias, a Ponte Preta não segurou o Palmeiras de Luxemburgo no Palestra Itália. A macaca começou a partida indo pra cima e tentando pressionar a equipe verde mas aos 19 minutos do primeiro tempo, Ricardo Conceição cabeceou contra o próprio gol abrindo o placar para o Palmeiras.
Com o gol, os jogadores campineiros partiram pra cima deixando espaços para o time da capital que ainda na primeira etapa marcou o segundo depois de belo cruzamento do lateral direito Élder Granja na cabeça de Alex Mineiro.
Na etapa final, a Ponte voltou sem alterações assim como o Palmeiras. Aos 28 minutos, Valdivia faz bela jogada individual e marca um golaço para garantir o título, Alex Mineiro ainda fez o quarto e o quinto e se isolou na artilharia do Campeonato Paulista com 15 gols completando a festa palestrina. Ainda houve a expulsão de Diego Souza e Deda após um desentendimento, mas isso não estragou a festa alvi-verde. Não deu para a Ponte Preta que não repetiu as boas atuações que o levaram até a decisão.
Com show de Valdivia durante todo o campeonato e uma grande recuperação do goleiro Marcos, o Verdão volta a ser Campeão Paulista.

Teoria da Adaptação

É tempo de despertar!
Acabou o futebol romântico!

A cada ano que passa fica evidente a necessidade dos clubes se adaptarem ao modelo empresarial. Deixar o ultrapassado modelo: dirigente-torcedor-fanático de lado e contar com competentes profissionais de áreas como marketing, finanças entre outras, é fundamental para se manter em busca de conquistas dentro de campo.
Que o diga o São Paulo, bem administrado e vitorioso nos últimos anos. Ou então os milhonários finalistas da Liga dos Campeões, Chelsea e Manchester.
O Palmeiras também parece ter acordado e o Corinthians vai aos poucos despertando, conscientes de que devem se adaptar ou morrer.

É a Teoria da Evolução de Charles Darwin acontecendo também no futebol, ou seria Teoria da Adaptação?
É fim do simples esporte e afirmação da indústria do entretenimento.

-Mas peraí! Basta ter dinheiro para vencer?
-Claro que não, mas que é importantíssimo, isso é!

Dinheiro mal administrado também resulta em fracasso, não é Fiel?
Sem contar que muitos clubes ingleses como Portsmouth e Aston Villa apesar de terem se tornado ''ricos'' ainda são meros coadjuvantes na Premier League. O que não deixa de ser bom para times que antes alternavam boas e péssimas temporadas como eles.

Espero que a grande maioria se adapte logo ao modelo clube-empresa, e, com o equílibrio financeiro de ambas, que vença o melhor em campo e não a ''carteira mais gorda''.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

O Quarteto-Fantástico composto pelos “não-favoritos”

Diga, meu caro leitor, o que os jogadores Diogo Rincon (do Corinthians), Romerito (do Sport Recife), Pogrebnyak (do Zenit, equipe Russa) e Marcinho (do Flamengo) tem em comum ? Bem, aparentemente, eles não têm qualquer semelhança. Contudo, na rodada futebolística desse meio de semana, esses quatro atletas tiveram algo em comum. Ajudaram suas respectivas equipes, marcando dois gols cada, a golearem seus adversários por quatro gols, contrariando as expectativas, e mostrando que partidas de futebol são decididas dentro de campo O suposto “favoritismo”, dado por certos comentaristas de futebol e boleiros entendidos de plantão para determinados clubes, de nada serve quando o juiz apita, e a bola começa a rolar no gramado.


Vamos começar pelo campeonato nacional. Para ser mais específico, a Copa do Brasil. O Corinthians, após perder a primeira partida por 3 X 1 para o Goiás, em Goiânia, estava desacreditado. Até alguns corintianos achavam difícil que o timão conseguisse se classificar, e vencer por dois gols (no mínimo) a equipe do Goiás, no Morumbi. VUPT! A imprevisibilidade ataca pela primeira vez. A equipe alvinegra não só consegue se classificar, como goleia o time goiano por 4 X 0, e faz quatro gols em menos de 30 minutos do primeiro tempo (dois gols foram de Diogo Rincon). Talvez nem o mais otimista dos corintianos pudesse prever tamanho resultado.


Já o arqui-rival do timão ao invés de surpreender, foi surpreendido, também pela Copa do Brasil. O Palmeiras precisava de uma vitória simples, ou um empate com gols contra o Sport Recife, para ir à próxima fase da competição. Com elenco de qualidade superior, muitos acreditavam que o Verdão conseguisse superar seu adversário no Recife, principalmente após a equipe ter se poupado diante da Ponte Preta, e do sol forte em Campinas. VUPT! A imprevisibilidade acerta mais um golpe certeiro. O Sport domina o jogo, se aproveita da fragilidade defensiva palmeirense nas bolas aéreas, e constrói todo o resultado no primeiro tempo. Com uma bela participação de Romerito, marcando três gols em jogadas aéreas, o Sport derruba o favorito Palmeiras, e o sorriso de Valdívia, que é uma mistura de deboche e alegria, some. A equipe do Recife vence por 4 X 1, com três gols de Romerito. Sim, o mesmo Romerito que já jogou pelo arqui-rival do Palmeiras, o Corinthians.


Em relação aos campeonatos internacionais, a imprevisibilidade também não deu folga. Pela Copa da Uefa, a desconhecida equipe Russa, Zenit, goleou na semifinal o favorito Bayern Munich, também por 4 X 0. A equipe alemã havia empatado em casa a primeira partida por 1 x 1, mas na Rússia, o Bayern não viu a cor da bola. O time que tem em seu elenco jogadores como Oliver Khan, Lúcio, Breno, Zé Roberto e Podolski, levou um chocolate dos russos, e viu o artilheiro da Copa da Uefa, Pogrebnyak jogar muito, atacar com eficiência, e marcar dois gols, na vitória por 4 X 0 da equipe russa. VUPT! A imprevisibilidade é incansável, e faz mais uma vítima. Dessa vez, o Bayern Munich foi surpreendido.


Para completar seu quadrado mágico, a imprevisibilidade também trabalha na Libertadores da América. VUPT! A imprevisibilidade desfere seu golpe final. O Flamengo, mesmo na Cidade do México, não toma conhecimento do América do México, parece nem sentir a altitude, e goleia por 4 X 2 seu adversário. Marcinho marcou dois gols, e ajudou a agravar a crise da equipe Mexicana, que após a derrota, perdeu o técnico argentino Ruben Romano. Agora, o América do México sonha com outro argentino : Carlos Bianchi.

Resta saber se nesse final de semana a imprevisibilidade voltará a agir. E se isso acontecer, os ponte-pretanos agradecerão, mas os palmeirenses, chorarão. Nas palavras de Wanderley Luxemburgo, para o Palmeiras ser campeão paulista, basta não levar quatro gols. Foi o que o comandante palmeirense apontou ironicamente, quando questionado sobre o que precisaria mudar para o palmeiras não ser derrotado pela equipe da macaca, assim como foi contra o Sport. Mas na verdade, essa não foi uma resposta irônica, e sim, cabível. Afinal, dizer que basta não levar quatro gols, em uma rodada que quatro equipes “não-favoritas” venceram por quatro gols seus adversários, uma resposta que tenha a palavra “quatro” é pertinente.