Pois é, mais um semestre chega ao fim e muitos ''sábidões'' do futebol, como o que vos escreve, não acertou praticamente nada do que disse no início da temporada. Tudo bem que o vencedor do Paulistão ainda acertei, mais confiante no trabalho do treinador do que no próprio time.
Agora, na Copa do Brasil, poucos apostariam suas fichas no atual campeão; o time de Carlinhos ''vidente'' Bala fez uma campanha sensacional, batendo inclusive os principais favoritos. Torço pra que faça o mesmo ano que vem na Libertadores.
Já na Eurocopa apostei nas seleções tradicionais: França, Holanda ou Portugal de Felipão e Cristiano Ronaldo, mas....deu no que deu. Quem falasse de Rússia ou Espanha como possíveis campeões seria motivo de chacota. Não que a Espanha fosse fraca, porém sua fama de amarelona era contra qualquer prognóstico favorável. Aliás existiu torneio em que tantas equipes foram verdadeiros ''cavalos paraguaios'' como nesta Euro? Primeiro a incrível Holanda junto a um Portugal confiante, depois a valente Turquia, mais tarde a surpreendente Rússia, seguida da copeira Alemanha, falso alarme; o título ficou com a fúria, que não era Fúria à 40 anos.
Na libertadores os favoritos eram o São Paulo, Boca Jrs., Flamengo, Cruzeiro, e o Fluminense correndo por fora. Contudo o ótimo Fluminense bateu todos os ''feras'' para ser derrotado em casa por uma equipe mediana como a LDU, que mostrou para os cariocas que confiança em excesso é extremamente prejudicial.
Previsões furadas, prognósticos mal-sucedidos, esse semestre foi exatamente por isso surpreendente e de boa qualidade. Realmente, se jornalista dependesse de acertar palpites iriam todos morrer de fome. Já penso em literalmente plantar batatas, pois quanto mais conheço mais erro, é incrível a imprevisibilidade do velho esporte bretão. E nós, teimosos, insistimos em dar nossos pitacos que geralmente dão errado. É nossa cruz aprender, assistir, conhecer e nem por isso acertar. Graças à Deus nosso esporte favorito pode ser tudo, menos óbvio!